quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Welcoming Week

19 de Agosto de 2010

Foi esta a data em que parti à aventura rumo às terras geladas de Montréal, uma ilha situada no Sudeste do Canadá (ou será que devo dizer Quebéc?) perto da zona dos Grandes Lagos. Desde de dia 15 que andava a ultimar os preparos de uma viagem que decorreu quase sem percalços, isto porque os Americanos (entenda-se nativos dos EUA) resolveram começar a chatear a malta originária do Resto do Mundo para passar a fronteira, mesmo que seja só para fazer escala.
Não percebo qual é a ideia, sinceramente, obrigam-me a descalçar as botas (o que não é tarefa fácil quando se tem uma fila de centenas de pessoas atrás e se está carregado de coisas) cerca de três vezes, já para não falar do computador que ligaram e desligaram num processo que levou cerca de 15 minutos a terminar, ainda assim houve um jovem nigeriano que conseguiu entrar num avião Norte-Americano com uma bomba há uns meses atrás.
No total contei uma hora e meia para passar a fronteira, claro que perdi o avião ao fazer escala em Newark e portanto cheguei 3 horas atrasado ao aeroporto de Montréal onde os infelizes da associação de estudantes da HEC (a Universidade onde estou a fazer intercâmbio) já estavam à minha espera fazia uma eternidade, fui portanto presenteado com as seguintes palavras à chegada: “Oh! You are the famous Francisco, we have been looking for you for more than 3 hours…..”, como podem imaginar não é o meu melhor cartão de visita, ainda assim, parece que houve uns chinocas infelizes que se atrasaram 7 ou 8 horas.
Parti em direcção ao Hotel Holiday Inn na companhia de 4 raparigas, duas Inglesas, uma Australiana e claro uma bonita Quebécoise; parece que ao contrário do meu, o cartão de visita dos canadianos é bastante agradável (Tio Bi e Tio Zé Araújo confere, elas são mesmo muito bonitas).
Chegados ao hotel por volta das 9 só houve tempo de pôr as malas no quarto e partir em direcção ao Pub Saint Sulpice, onde o resto das pessoas que estão a fazer intercâmbio já se encontravam a beber uns copos. Neste tipo de situações é tudo mais fácil e basta estender a mão apresentar-me esperar por uma resposta e iniciar uma conversa que tanto pode levar 2 minutos como 2 horas. A noite prolongou-se até à uma da manhã, o equivalente às 3/4 da manhã para nós, é que eles aqui saem bem mais cedo e como tal voltam mais cedo. Ainda assim esta hora veio a revelar-se tardia porque no dia seguinte tivemos que zarpar do aconchego dos lençóis às 6 da manhã pois tínhamos um encontro na faculdade por volta das 8, mas isso fica para o próximo post…

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